Administração de estoques: Uma atividade essencial

Era costumeiro gerentes “encherem” os estoques para não ouvirem queixas da direção e dos clientes. Agora, com a Administração de estoques, o financeiro orienta pela redução deles.

O nível de serviço em uma loja de varejo não está ligado somente a presteza dos funcionários, mas também ao oferecimento do produto ou serviço que o cliente deseja, no momento, na quantidade e no local certo, com qualidade e com o mínimo custo.

Para evitar rupturas, deve-se pensar no estoque como uma garantia para cobrir efeitos do desconhecido, como por exemplo, a capacidade de entrega e a flexibilidade de produção dos fornecedores, a disponibilidade de transportes e a probabilidade de quebras de equipamentos, e assim, direcionar a relação de materiais em movimento sobre os materiais estocados.

Há técnicas que permitem descobrir o seu tempo de resposta entre perceber que precisa do produto e recebê-lo do fornecedor e qual o tempo que o seu cliente estará disposto a receber: Quanto tempo leva para colocar o pedido a disposição do cliente e quanto tempo ele está disposto a aguardar. Se o seu tempo for maior do que o seu cliente está disposto a esperar, você precisará de estoque ou comprometerá seu nível de serviço; se seu tempo é seguramente menor do que seu cliente está disposto a esperar, para que estoque?

Se o cliente está disposto em receber a mercadoria em até 4 dias, por que atendê-lo em 24 horas, ou, por que atendê-lo em 24 horas se ele quer receber a mercadoria em 4 horas? É importante também conhecer a sazonalidade do negócio e o impacto das datas fortes no calendário comercial e determinar indicadores como demanda média, cobertura de estoque e incerteza da demanda. Com base nestas informações, pode-se escolher a política de estoque mais adequada para cada item, ou seja, pedir pequenas quantidades com menos freqüência, não se esquecendo das restrições de capital de giro da empresa.

A partir desta análise, é possível saber onde se encaixam as diversas soluções: EDI, RFCD, Supply Chain Softwares, WMS, roterizadores, rastreadores via satélite; ERP, carregamentos rápidos (inferiores a 2 minutos); dispositivos de trocas rápidas de ferramental; parcerias com clientes e fornecedores etc.

Outro fator que deve ser controlado é o custo da falta daquele produto (quanto se perde por deixar de vendê-lo) o custo do excesso (quanto custa tê-lo no estoque). Uma ferramenta de Gestão como o software TITAN possui análises de perdas de vendas e de custos de estoques que irão auxiliá-lo determinando quais produtos devem ser mais ou menos estocados.

O momento da economia deve ser analisado, afinal, em momentos de aquecimento poderá faltar mercadorias no estoque, e o custo da falta será mais alto, e numa desaceleração poderá acontecer o inverso, e o custo de excesso será maior. Por isso, é possível negociar uma reposição com o fornecedor, busque fôlego no seu capital de giro, com descontos e promoções apoiados por ele.

O fornecedor pode dar prazos de entrega mais curtos, prazos de pagamentos mais longos, tornando a relação entre caixa e estoques mais favorável ao varejista. Sempre que possível deve-se optar por fornecedores que entregam rápido e dão prazos de pagamento mais dilatados – o estoque pesa menos (menos custo de excesso) e as chances de falta diminuem (menos custo da falta).

A ferramenta Titan também poderá também neste momento lhe auxiliar na geração de análises como índices de ruptura , Curva ABC de estoque, controle de devoluções de clientes , controle de trocas com fornecedores, lançamentos de quebras , lançamento de uso/consumo , gestão de receitas (como nos casos da padaria e da rotisseria), gestão de rendimento (no caso do Açougue) , utilização de inventários rotativos entre tantas outras ferramentas de gestão , nas quais é possível avaliar melhor qual a correta decisão a ser tomada caso a caso.

Fonte: Revista Super Varejo.

Photo by: Nick Saltmarsh

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